sábado, 25 de outubro de 2014

Estado profundo de não sei

Não sei como me sinto. Não sei o que sinto. Não sei até se sinto alguma coisa. Não sei o que fazer, como agir, como lidar, o que falar. Mas sei que estou cansada. Poderia não ser assim, não digo que poderia ser fácil, mas pelo menos que não fosse assim tão difícil. Já não escrevo à tanto tempo que as minhas palavras já nem fluem como fluíam.. mas verdade seja dita que eu nem palavras tenho para dizer o que me vai dentro da alma.. do coração.. ou como lhe queiram chamar. Sabem quando sentem o vosso mundo a desabar mais e mais e mais a cada dia que passa? Penso que o meu já está em ruínas à muito tempo e por mais que o queira voltar a reconstruir não tenho ferramentas nem força. Nunca me senti assim, como se tivesse dado uma enorme queda da qual não me consigo levantar, e quando tento inevitavelmente algo me puxa para baixo de novo. Outra e outra vez. Posso estar a ser parva, mas penso que ninguém compreende o que estou a sentir. Falo, mas chego ao ponto de nem ter mais vontade de exprimir sequer um sentimento. Uma palavra. Isto porque, sei que nem sei explicar o que sinto. E sei o que me vão responder, sei o que me vão dizer para dar um suposto apoio.. Neste momento o único pensamento que tenho é "deixem-me estar no meu canto e deixem-me em paz". Um silêncio incontrolável e ao mesmo tempo tão agradável tomou conta de mim. E sabe-me tão bem estar neste silêncio. Já não ouvia nada à muito tempo. Sinto que estes dias se tornaram na lei da sobrevivência. E eu espero sobreviver. Nunca tive tanta vontade de desistir de tudo. De virar costas a tudo. A minha vontade é desistir da vida, mas espero que a vida não desista de mim.

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